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quinta-feira, 23 de junho de 2022

* Por tudo que é *



Sinto brotar de meu espírito um fervilhar, ebulição e o resplandecer da chama 


São tantos os nomes, são tantas as vertentes

Que por vezes, ouso, meu bom Deus, dizer que me faço guerreiro de tempos remotos a honrar a maternidade, a mãe, a mãe, que seja. 


Aqui de minha boca saem línguas que desconheço e clamam o fervor de tua glória, num  vibrar, antes e depois o início, as letras, e o teu nome, daqui. 


A lembrar-me mente e arte, psique e Eros, tradução. Movimento, raciocínio. A finura da lâmina de bambu e uma gota d'água. 


Da virgem Maria , amuleto. 

Jesus, carrego cá dentro , por dentro mis venas 

Ahora saluda mi corazon, 

Fuerza! Siempre! Siempre! Siempre! 


23/06/2022

quinta-feira, 16 de junho de 2022

 Poderia falar aqui sobre um conjunto de raças, crenças, opções sexuais ou gêneros, debater a cerca da espiritualidade. Debater? Mas como? Se o espírito que me da vida e te dá é um só. Os caminhos são muitos e é na paz que creio morar este caminho. Ninguém nunca disse que a jornada seria pequena, ou que precisaríamos dar passos largos como quem almeja um fim. Estar em conformidade com a natureza. Como a flor que desabrocha e o orvalho, os raios de sol, o zunir dos insetos, os latidos, o coachar dos sapos, o cantar das cigarras e as estações, somos, do gérmen a semente, o solo, água, mineral, e de um tempo longínquo, energia pura, somos, o fim orbitando horizontes, sob a aurora da consciência cósmica. Sopra com vento este barro, da a vida, está aí este punhado de pó, põe-no de pé.

segunda-feira, 30 de maio de 2022

 A consciência primária 

Clama  

Exultação do Cosmos 

Estreita ponte 

Divisa 

Linha 

Um ponto na órbita 

Somos nós 

O núcleo 

Irmãos de Gaia 

A mãe 

O Sol 

O pai 

O universo 

Corrente  

E as margens 

As margens do rio

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Dizer palavras como quem morde a boca 
Os lábios 
Dentes sólidos e pedras que trincam 
Um pranto fez-se gotas 
Cubos de gelo 
Frios 
Ascender-me o fio que liga ao estreito  
As nuvens 
Mil céus Abrirão 
E os portais, magnéticos orbes
Fulgurando carruagens 
Ao pico 
E ao precipício 
Neblinas 
Vestem seus véus 
O corvo baterá as asas 
As dez badaladas 
As 10:00 , resplandecerá 
A aurora em múltiplas faces nas geleiras do Ártico 
E os ursos voltarão a migrar 
Os ursos

sábado, 14 de maio de 2022

 Muito difícil é falar em ego sem antes ter sob ele o controle, no dia que o ego tiver caído por terra e todas as máscaras caírem , veremos , por fim, a face humana de cada ser. Limpa, bendita e lavada, e a palavra vívida. Um dia , de joelhos prostrados também cairão, acompanhados de suas lágrimas, o fogo de suas almas, a pulsar o tecedor de estrelas.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

* Sobre aquilo que me disseram quando já não havia palavra *



O

Vasto 

Nomeia 

Circunscrito 

Num ponto  

Que se (der)rama  

Irrompe versos  

Luz 

Vazio


13/05/2022

quinta-feira, 12 de maio de 2022

* O breu da alma *



Chega tal manso o breu 

Quando ao cume, agasalhado à neblina 

Defronta imensidão do precipício

E a palavra que se faz em inevitabilidade 

Horizonte linguístico infindo

E a pulsarem estrelas no lado esquerdo do peito

Clamor por tempos de outrora, sem cessar

E um romper-se em cinzas, lágrimas. 

Fazendo-se, por fim ,do orvalho matutino 

A mais pura serenata de tempos vindouros

A chama que arde viva,escalda brasa, cintila a fagulha. 


12/05/2022