"Lembre-se de Da Vinci. Artista, inventor, escultor, naturalista. Itália, século quinze. Redescobriu a perfeição do retângulo dourado...e o desenhou em suas obras primas. Conectando uma curva através dos retângulos dourados concêntricos, você obtém a mítica espiral dourada. Pitágoras amou esta forma, porque a encontrou na natureza: A concha de nautilus, chifres de carneiro, redemoinhos de água, tornados, nossas impressões digitais, nosso DNA e nossa Via Láctea, inclusive."
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segunda-feira, 25 de março de 2013
* Foi-se em si *
Por perto perdeu-se
Procurou padronizar pensamentos
Passagens perdidas
Pontuações...
pontes,portas,portos
Problemas possíveis
Partiu-se em partes
Pluralizou-se !
Desprendeu-se de qualquer forma de substrato
Tediosa seria a grandiosidade geniosa da existência num único ato
Tomou sem cerimônia a arma mais destrutiva que tinha ciência
Explodiu-se em milhares de dezenas desconhecidas, múltiplos de números desordenados
"Introspectivando-se", elevou seu ser a um estado de extrema leveza
Fluidez espontânea em cada átomo presente nos mais inimagináveis confins
Abandonara o temor de recair-se sobre a foice das possibilidades infinitesimais
Foi-se em si.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
* Ao amor *
Acendi o primeiro...
Pena, pensar que este seria o último,
não fora...
A fumaça formava uma espécie de névoa ,
ascendia com os ventos noturnos,
como a nuvem que naturalmente
busca as altitudes mais elevadas durante o crepúsculo.
Vagarosamente,
Impetuosamente,
ia ao encontro de seu destino,
afim de tornar-se ao menos uma vez um singelo elemento daquela paisagem,
algo em que ao menos pudesse servir de agrado aos olhos de um passageiro numa rua qualquer...
Não fora...
A minúscula névoa não fazia parte daquele cenário ,
era algo impuro,
proveniente da mais baixa iguaria,
tamanha podridão não podia se misturar as outras nuvens,
era inconcebível.
Apenas fumaça...
Haveria de se esperar que aquilo se dissipasse da mesma forma que as pestes...
Abundam nos bares nas noites de término, na mais ridícula uniformidade, se esbaldando
de algo que os entorpeça ,que os mantenha suspensos numa atmosfera igualmente ridícula.
Apenas fumaça...
Há de se dissipar,
nem que para isso terminem em pequenos projetos de covas,
perfeitamente ornamentadas e com seus nomezinhos gravados.
Enfim...
Fora.
Ininterruptamente agarrei-me a outro,
mesmo exausto e diante da fornalha que meu quarto se tornara com o nascer do sol .
Traguei mansamente o que
sobrara de minha singularidade,
meu ser se desmanchava em cinzas,
meu corpo em combustão como numa sinfonia em seu momento de ápice...
Brotaram-se as mais nefastas imagens,
os mais sombrios pensamentos,
o corvo batera em véspera suas asas em plena aurora
e a névoa matutina enfim dissipara-se dentre os raios afora.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Absurdo !
" Elas não queriam existir, mas não podiam fazer nada quanto a isso ; tinham que continuar; a seiva circulava a contragosto, lentamente as raízes entravam na terra.Mas elas pareciam que iam largar tudo e se aniquilar. Cansadas e velhas , as árvores continuavam a existir de má vontade por serem fracas demais para morrer, porque a morte só poderia vir do exterior. Só acordes de músicas podem trazer orgulhosamente a morte em si mesmos como uma necessidade intrínseca. Tudo que existe nasce sem motivo ; se prolonga por fraqueza e tem um encontro com a morte. O essencial é a contingência. Por definição a existência não é necessária. Existir é apenas "estar lá". Os existentes aparecem, se deixam encontrar. Mas não se pode nunca deduzi-los. Tudo é gratuito: este jardim, esta cidade e eu próprio. Quando a gente se dá conta disso, o coração fica pesado e tudo começa a rodar. Fiquei no banco perplexo, achatado por essa profusão de seres sem origem por toda parte, desabrochamentos. Minhas orelhas fervilhavam de existência, minha própria carne palpitava, pulsava e se abandonava a germinação universal. Era repugnante" A náusea.
http://m.youtube.com/#/
sexta-feira, 25 de maio de 2012
* Sobre o futuro *
FUTURO
Talvez essa seja uma das palavras que mais tem nos causado pertubações ultimamente. Os tempos posteriores são motivos de pura ansiedade,seja porque sempre colocamos meta após meta a serem cumpridas e enchemos os nossos cérebros de PRÉ-ocupações,tornando-nos assim, cada vez mais robóticos. Enquanto os sóis surgem ao horizonte sempre despercebidamente nos preocupamos hora ou outra com superficialidades e como máquinas vamos perdendo a sensibilidade. Esquecemos de desejar um bom dia, de apertar a mão de um desconhecido mesmo que seja para demonstrar o mínimo de cordialidade, são detalhes que vão se acumulando e passando cada vez mais por desleixo. Constantemente recebemos conselhos de companheiros que nos dizem para nos desapegarmos um do outro, não que isso seja algo saudável ,mas sim porque o sofrimento fez com estes se conformassem com essa visão minimalista de mundo. É nesse mesmo mundo que a sinceridade e o amor não servem nem mais como figurantes e a falsidade esta mascarada em embalagens, só faltam os códigos de barra.
Sim, nosso futuro estará fadado a isso... E...principalmente se não dermos a devida atenção ao agora, se não vivermos o presente com comprometimento.
Tudo isso pode parecer muito clichê,mas se você ao menos parasse para ver sobre outra ótica enxergaria as coisas com mais otimismo,oras, amigos e amigas nunca pararam para pensar que o futuro é apenas uma possibilidade em milhões a qual exaustivamente e sem sucesso tentamos nos apegar?
Que toda essa idéia não passa de mera estatística e probabilidade?
Me perco num sonho em que um dia cada um de nós voltasse a ver a imensidão a nossa frente como uma criança que impetuosamente tenta saber o que observa e por isso não teme a dúvida ,tão menos se preocupa com os olhares alheios.
Seria sonhar demais imaginar que o ser humano se preocuparia mais com o próximo ao invés de se ocupar tanto com as cotações na bolsa de valores?
Talvez essa fosse uma diminuta chance dentre muitas outras de um futuro que constantemente bate a nossa porta com pulsos firmes.
Vivamos então nosso AGORA com mais compaixão, mesmo que seja um pouco por dia, talvez assim a possibilidade de um novo tempo surja, tempo este que virá a nos tornar mais racionais,mas nem por isso menos sentimentalistas,mais humanos.
Talvez essa seja uma das palavras que mais tem nos causado pertubações ultimamente. Os tempos posteriores são motivos de pura ansiedade,seja porque sempre colocamos meta após meta a serem cumpridas e enchemos os nossos cérebros de PRÉ-ocupações,tornando-nos assim, cada vez mais robóticos. Enquanto os sóis surgem ao horizonte sempre despercebidamente nos preocupamos hora ou outra com superficialidades e como máquinas vamos perdendo a sensibilidade. Esquecemos de desejar um bom dia, de apertar a mão de um desconhecido mesmo que seja para demonstrar o mínimo de cordialidade, são detalhes que vão se acumulando e passando cada vez mais por desleixo. Constantemente recebemos conselhos de companheiros que nos dizem para nos desapegarmos um do outro, não que isso seja algo saudável ,mas sim porque o sofrimento fez com estes se conformassem com essa visão minimalista de mundo. É nesse mesmo mundo que a sinceridade e o amor não servem nem mais como figurantes e a falsidade esta mascarada em embalagens, só faltam os códigos de barra.
Sim, nosso futuro estará fadado a isso... E...principalmente se não dermos a devida atenção ao agora, se não vivermos o presente com comprometimento.
Tudo isso pode parecer muito clichê,mas se você ao menos parasse para ver sobre outra ótica enxergaria as coisas com mais otimismo,oras, amigos e amigas nunca pararam para pensar que o futuro é apenas uma possibilidade em milhões a qual exaustivamente e sem sucesso tentamos nos apegar?
Que toda essa idéia não passa de mera estatística e probabilidade?
Me perco num sonho em que um dia cada um de nós voltasse a ver a imensidão a nossa frente como uma criança que impetuosamente tenta saber o que observa e por isso não teme a dúvida ,tão menos se preocupa com os olhares alheios.
Seria sonhar demais imaginar que o ser humano se preocuparia mais com o próximo ao invés de se ocupar tanto com as cotações na bolsa de valores?
Talvez essa fosse uma diminuta chance dentre muitas outras de um futuro que constantemente bate a nossa porta com pulsos firmes.
Vivamos então nosso AGORA com mais compaixão, mesmo que seja um pouco por dia, talvez assim a possibilidade de um novo tempo surja, tempo este que virá a nos tornar mais racionais,mas nem por isso menos sentimentalistas,mais humanos.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
* Duas cerejas *
Estava eu a percorrer
um pequeno caminho do bar a praia afim de dar uma pausa em minha caminhada para casa.Havia tomado algumas doses de cachaça
barata , daquelas que você só compra por conta do preço diminuto e ingere
apenas com o intuito de embriagar-se. O trajeto era curto , como eu mesmo a
pouco mencionara , os passos dados por mim estavam em completo zigue-zague e meus sentidos que outrora sempre me
direcionavam a meus objetivos de maneira linear apenas estavam a me confundir.
Se vos dissesse que
estava como um bêbado a minguar estaria mentindo, estava de uma forma bem
peculiar , como se minha sensibilidade estivesse aflorado a tal ponto que tudo
ao meu redor criasse vida, fitava a natureza de uma maneira exacerbadamente poética
. A noite exibia seu espetáculo gratuito , as estrelas ao longe mais pareciam
pontos luminosos , permaneciam aos montes , de uma maneira que não podia-se
quantificar claramente a quantidade que se via a olho nu. O conjunto de elementos
que se combinavam ali me passavam uma sensação inédita, a de que eu estivesse
presente em uma obra de arte impressionista ,pois as luzes e cores em um tom
turvo davam uma atmosfera excepcional a noite. Sim , isso mesmo, não era
loucura! E se talvez fosse, que permanecesse assim.
Próximo a beira do mar
resolvi sentar numa areia mais fofa, aconchegante, para que posteriormente
pudesse fitar o movimento rítmico causado pela maré, esta que me tragava
lentamente ,como se de alguma maneira estivesse me convidando para uma valsa.
Aquelas águas cristalinas não me enganavam, sabia muito bem qual eram seus
reais intuitos, queriam me afogar em suas cruéis correntezas, assim como fizera
com tantos outros ébrios solitários que se perdiam ao se ludibriarem com suas belezas impares.
AMANHECER
Durante longo tempo
permaneci a admirar a noite sem me dar conta de algo, não havia notado que
próximo a mim havia uma bela garota que trajava um lindo vestido branco e que,
assim como eu, também fitava o céu
estrelado. Observei-a por algumas horas, sem notar o tempo que passava
e ela mesmo assim não havia evidenciado minha presença, de maneira alguma. Resolvi
aproximar-me lentamente, meu sentimento de solidão gritava através de meus sentidos para que me aproximasse da
jovem, queria poder desfrutar daquela noite tão singular ao lado daquela
desconhecida. Andei então em passos forçados até sua singela figura, sentei-me
ao seu lado e ela olhou-me assustada, seus olhos eram os olhos mais belos que
já havia visto em toda a minha vida, neles tinham algo que nunca outrora vira
de maneira tão expressiva:VIDA!
Apesar de exprimirem um certo medo eles escancaravam uma vivacidade incrível. Olhei-a também, e me encantei cada vez mais com a beleza que possuia, sua pele era alva como neve, contrastando com toda aquela areia, seus lábios eram grandes e estavam pintados de vermelho, assim como a tatuagem que avistara por acaso em seu ombro, era bem característica .Disse então que não queria incomodar, apenas queria sentar-me ao seu lado e junto com ela olhar as estrelas. A garota hesitou um pouco, mas depois agiu de maneira permissiva.
Apesar de exprimirem um certo medo eles escancaravam uma vivacidade incrível. Olhei-a também, e me encantei cada vez mais com a beleza que possuia, sua pele era alva como neve, contrastando com toda aquela areia, seus lábios eram grandes e estavam pintados de vermelho, assim como a tatuagem que avistara por acaso em seu ombro, era bem característica .Disse então que não queria incomodar, apenas queria sentar-me ao seu lado e junto com ela olhar as estrelas. A garota hesitou um pouco, mas depois agiu de maneira permissiva.
Após olharmos a
paisagem, ela me dissera uma coisa...
Disse-me num tom
triste, que sempre sentia-se muito pequena quando olhava a imensidão do céu e o
mar ao horizonte, que apesar de lhe trazer uma felicidade momentânea, tudo aquilo lhe trazia uma sensação de melancolia,pois sentia-se só diante das circunstâncias. Então,após olhar em meus olhos com uma certa ternura,ela inesperadamente resolvera tomar-me a mão, pedindo-me que
eu não a soltasse pois assim o sentimento de solidão voltaria a lhe atormentar.
Pedira-me também que eu ficasse em sua companhia até o amanhecer e eu,logicamente, não
negara o pedido, segurara sua mão com força e colocara sobre o meu peito.
Logo após isso nos
deitamos e continuamos a olhar o céu...
Acabando por dormir nós dois, ali mesmo e quando abrira os olhos, que começaram a lacrimejar com um certo ardor, o crepúsculo já havia findado, trazendo consigo o dia, levando as estrelas e por fim a garota que dormira ao meu lado.
Acabando por dormir nós dois, ali mesmo e quando abrira os olhos, que começaram a lacrimejar com um certo ardor, o crepúsculo já havia findado, trazendo consigo o dia, levando as estrelas e por fim a garota que dormira ao meu lado.
Levantei-me cabisbaixo
e fitei o horizonte como se fosse a última vez, o Sol brilhava sobre as águas do mar,fazendo com que estas refletissem de uma maneira curiosa o céu, dando-me uma sensação de que o próprio mar havia se fundido a este num ponto infinitamente distante.Sentira um arrepio por todo corpo e confesso que agora sabia,de certa forma, oque era aquela sensação de pequenez que a garota que esteve ao meu lado descrevera diante de tamanho deslumbramento. Não conseguira segurar minhas lágrimas diante de um momento tão ilustre...
Era tudo tão belo!
Era tudo tão belo!
Após aquele momento e aquela noite irreverentes, resolvi retomar minha caminhada pela praia e distanciando-me daquele local pude recordar-me de uma coisa, a garota tinha duas cerejas tatuadas em seu ombro, poderia reconhece-la se a visse de novo em outros dias.
sábado, 14 de janeiro de 2012
* Sexta *
Baratas asquerosas...lá vem elas aos montes .
Mais parecem criaturas desnorteadas movendo-se pelas frias calçadas.
Se esbaldando nos lixões,
bebericando o líquido viscoso a escorrer destes .
Certo dia vi horrorizado uma destas mordiscando o resto de carne que sobrara num crânio...
São apenas pestes que se proliferam ao anoitecer do décimo terceiro dia.
Não são vistas por qualquer um...
Morcegos sinistros...lá vem eles fechando as cortinas dos céus .
Atemorizando a todos com seu vôos rasantes .
Guinchando sons tenebrosos,enquanto procuram por sangue e alertam seus companheiros.
Criaturas de aparência bizarra,mais parecem demônios alados.
São apenas pestes que se proliferam ao anoitecer do décimo terceiro dia.
Não são vistos por qualquer um...
Ratos repugnantes...lá vem eles .
Temerosamente correndo de ninguém nos ambientes mais grotescos possíveis .
Ratasanas,miseras criaturas urbanas e animalescas,buscando as sobras de outros seres...
Roendo a carne pútrida,frenéticamente,saciando a fome do caos .
São apenas pestes que se proliferam ao anoitecer do décimo terceiro dia.
Não são vistos por qualquer um...
Gatos negros...lá vem eles a espreita
Majestosamente caminhando por entre as tralhas,não perdem a pose.
Caçando por entre as escuras ruas de algum lugar.
Saltitando os muros e subindo em árvores,fugindo do nada...
São apenas pestes que se proliferam ao anoitecer do décimo terceiro dia.
Não são vistos por qualquer um ...
Cães sarnentos e raivosos... Lá vem eles quebrando o silêncio noturno,latindo sem motivo algum.
Uns deitados,descansam ,outros sempre alerta,temem o fim de suas miseras existências.
Certo dia deparei com duas feras destas brigando por um pedaço de osso sem carne,nada senti além de pena...
Mancando descompassadamente com seu pedaço de osso, o pobre cão já exausto para e deita-se satisfeito em cima de uma sacola plástica.
São apenas pestes que se proliferam ao anoitecer do décimo terceiro dia.
Não são vistas por qualquer um.
Humanos
Abaixo da luz do luar,empapelados...
Na sexta rua a esquerda,próximos ao apartamento em que você dorme, no décimo terceiro andar.
Não são vistos...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
* Busca *
Todas as pessoas solitárias
De onde todas elas vem?
Todas as pessoas solitárias
De quem elas pertencem?
Olá!
Há alguém aí dentro?
Só acene com a cabeça se você consegue me ouvir
Há alguém em casa?
Ei você!
Aí fora no frio
Ficando sozinho, ficando velho
Você pode me sentir?
Aí fora no frio
Ficando sozinho, ficando velho
Você pode me sentir?
Quarta-feira de manhã As cinco horas enquanto o dia inicia
Silenciosamente fechando a porta de seu quarto
Deixando um bilhete que ela espera dirá mais
Ela desce a escada Até a cozinha
segurando seu lenço
Cuidadosamente virando a chave da porta dos fundos
Pisando lá fora ela está livre
É um pequeno romance atroz
para a garota com o cabelo castanho claro*
mas a mãe dela está gritando "Não"
E o pai dela a mandou ir
Mas o amigo dela não está em lugar algum
Agora ela anda através do seu sonho submerso
para o assento com a melhor vista
E ela está vidrada na tela prateada
mas o filme é tristemente chato
Pois ela o viveu dez vezes ou mais
ela poderia cuspir nos olhos dos tolos
quando eles pedissem para ela se concentrar
para a garota com o cabelo castanho claro*
mas a mãe dela está gritando "Não"
E o pai dela a mandou ir
Mas o amigo dela não está em lugar algum
Agora ela anda através do seu sonho submerso
para o assento com a melhor vista
E ela está vidrada na tela prateada
mas o filme é tristemente chato
Pois ela o viveu dez vezes ou mais
ela poderia cuspir nos olhos dos tolos
quando eles pedissem para ela se concentrar
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Marinheiros brigando no salão de dança
caramba! Olhe aqueles homens das cavernas irem
É o show de horrores
Dê uma olhada no Homem da lei
Espancando o cara errado
Caramba! Imagino se algum dia ele vai saber
Que ele está no show que mais vende
existe vida em marte?
caramba! Olhe aqueles homens das cavernas irem
É o show de horrores
Dê uma olhada no Homem da lei
Espancando o cara errado
Caramba! Imagino se algum dia ele vai saber
Que ele está no show que mais vende
existe vida em marte?
Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver..
Ideologia!
Pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver..
Ideologia!
Pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Eu sou ele como você é ele como você sou euComo se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
E nós estamos todos juntos
Você pode dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós.
E o mundo viverá como um só
E o mundo viverá como um só
E se eu disser que eu realmente te conhecia qual seria sua resposta
se você estivesse aqui hoje?
se você estivesse aqui hoje?
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
Mas era apenas fantasia
O muro era muito alto, como você pode ver
Não importa o quanto ele tentasse, ele não poderia se libertar
E os vermes comeram seu cérebro
O muro era muito alto, como você pode ver
Não importa o quanto ele tentasse, ele não poderia se libertar
E os vermes comeram seu cérebro
P.S-ESSE TEXTO FOI FEITO COM VÁRIOS TRECHOS MÚSICAIS DE BANDAS-The beatles,Pink Floyd,David Bowie,Renato Russo e Cazuza- ORGANIZADOS QUASE QUE ALEATORIAMENTE.
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