"Lembre-se de Da Vinci. Artista, inventor, escultor, naturalista. Itália, século quinze. Redescobriu a perfeição do retângulo dourado...e o desenhou em suas obras primas. Conectando uma curva através dos retângulos dourados concêntricos, você obtém a mítica espiral dourada. Pitágoras amou esta forma, porque a encontrou na natureza: A concha de nautilus, chifres de carneiro, redemoinhos de água, tornados, nossas impressões digitais, nosso DNA e nossa Via Láctea, inclusive."
Total de visualizações de página
terça-feira, 25 de abril de 2017
* Tá tudo "bem” *
Pálpebras e grãos de chumbo
Manhã nublada
Verniz cinza
Óleo diesel
Escarro
Gastrite
Bocejo
Tosse
Vazio
Ar
21/03/2016
* Criação *
Ping
Pong
Pingo
Pinga
Goteja
Gente
gota
a
GOTA
Aéreo
Trovão
Expansão
Fusão
Toró!
10/03/2016
* Coisificação *
Creio na causa que
uma coisa tem sobre
as outras,
repare bem:
As coisinhas tem sua causa numa coisa,
que por si, as coisas,
Originam-se d'uma coisona e ,
de certo,
está tudo a coisar ,
Infinitamente...
A causa da coisa
A parir tantas outras destas
A sucederem-se...
Tu te reparas num canto então,
já coisado
E sem ter como expressar esta orgia caótica,
diz:
QUE COISA!
28/02/2016
* Carta *
Saudade, talvez fosse
Não sei ao certo
Uma idealização
Não, não sei
Tua cabeça coberta por um manto negro
Em uma textura sedosa
Sim...
E o contraste não só entre a cor de teus cabelos
E tua pele branca
Mas também entre nossas palavras
Não posso lamentar, talvez
Mas parece ser lei a ação do tempo a desbotar os tons em cinzas
Cinquenta vezes lembrei-me de teu riso... Tão raro
Quis esquecer
Cinquenta vezes, se não me falhe a memória, percebia cada detalhe de teu corpo
Embora tateasse no escuro, sentia bem
Tentei desvendar teu segredo em mistério
Tentei conhecer-te
Cego e mudo, imerso em ti
Encontrei um abismo
Resoou aqui dentro uma amargura
Talvez me demorasse mais neste jogo masoquista
Não fosse o chamado...
Confesso não ter ressentimentos
Tenho sim, o sentimento
De que quando uma alma toca a outra
Faz-se denecessárias as palavras
Obrigado por tudo.
27/02/2016
Não sei ao certo
Uma idealização
Não, não sei
Tua cabeça coberta por um manto negro
Em uma textura sedosa
Sim...
E o contraste não só entre a cor de teus cabelos
E tua pele branca
Mas também entre nossas palavras
Não posso lamentar, talvez
Mas parece ser lei a ação do tempo a desbotar os tons em cinzas
Cinquenta vezes lembrei-me de teu riso... Tão raro
Quis esquecer
Cinquenta vezes, se não me falhe a memória, percebia cada detalhe de teu corpo
Embora tateasse no escuro, sentia bem
Tentei desvendar teu segredo em mistério
Tentei conhecer-te
Cego e mudo, imerso em ti
Encontrei um abismo
Resoou aqui dentro uma amargura
Talvez me demorasse mais neste jogo masoquista
Não fosse o chamado...
Confesso não ter ressentimentos
Tenho sim, o sentimento
De que quando uma alma toca a outra
Faz-se denecessárias as palavras
Obrigado por tudo.
27/02/2016
* Fênix *
Fragmento despedaçado de si
repetindo-se em retalhos
cai no abismo da ferida
estanca...
Arde
estanca...
ARde
estanca...
ARDe
estanca...
ARDE
Exorciza-se!
soa um som...
silenciosamente
sintoniza
notas a tocar em harmonia
palpável
E do peito da poesia viva funde-se brasas
Faz-se um punhado de cinzas
Reluz
Cega
RESSURGE!
19/02/2016
repetindo-se em retalhos
cai no abismo da ferida
estanca...
Arde
estanca...
ARde
estanca...
ARDe
estanca...
ARDE
Exorciza-se!
soa um som...
silenciosamente
sintoniza
notas a tocar em harmonia
palpável
E do peito da poesia viva funde-se brasas
Faz-se um punhado de cinzas
Reluz
Cega
RESSURGE!
19/02/2016
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
* O bonde *
Passa o bonde, veloz, como só ele...
Passa o bonde, carregado de gente, como só ele...
O bonde passa penetrando o espaço, subvertendo as leis da física.
Segue o bonde, atemporal, como os milagres de um suposto a caso.
Jogado a possibilidades tão remotas, o bonde passa, assim como o fato de que um mais um são dois.
Passa o rastro de fumaça, e o bonde se perde...
Eu escuto o som dos trilhos lá ao longe, estremece o bonde.
Me vem uma vontade louca de gritar "parem o bonde que eu quero subir!"
Mas o bonde passa
E eu só observo...
O bonde passa penetrando o espaço, subvertendo as leis da física.
Segue o bonde, atemporal, como os milagres de um suposto a caso.
Jogado a possibilidades tão remotas, o bonde passa, assim como o fato de que um mais um são dois.
Passa o rastro de fumaça, e o bonde se perde...
Eu escuto o som dos trilhos lá ao longe, estremece o bonde.
Me vem uma vontade louca de gritar "parem o bonde que eu quero subir!"
Mas o bonde passa
E eu só observo...
19/09/2015
As vezes, depois dessas andanças na vida, a gente se permite olhar pra trás, esmiuçar cada pegada ,que representa os detalhes de nosso trajeto. É quando nos damos conta do que estamos nos tornando e se o caminho a que escolhemos seguir é digno de um sentimento de gratidão por tudo que já foi vivido. Seguimos depois rumo ao norte, nesta jornada tão subjetiva, onde somos também os verdadeiros heróis a encarar cada percalço, a enfrentar a dor frente a frente e suportar o peso do que também pode ser a existência. Tomamos maior consciência de si e do outro, fertilizando o terreno onde o amor encontrará a morada. Isto tudo acaba por desabrochar a possibilidade de uma vida rica em suas mais diversas manifestações, e cada dia passa a se apresentar como um horizonte infinito de possibilidades, onde não se sabe ao certo onde e como se finda, mas é certo que o pequeno barco seguirá neste oceano imensurável .
12/09/2015
12/09/2015
Assinar:
Postagens (Atom)