Fragmento despedaçado de si
repetindo-se em retalhos
cai no abismo da ferida
estanca...
Arde
estanca...
ARde
estanca...
ARDe
estanca...
ARDE
Exorciza-se!
soa um som...
silenciosamente
sintoniza
notas a tocar em harmonia
palpável
E do peito da poesia viva funde-se brasas
Faz-se um punhado de cinzas
Reluz
Cega
RESSURGE!
19/02/2016
"Lembre-se de Da Vinci. Artista, inventor, escultor, naturalista. Itália, século quinze. Redescobriu a perfeição do retângulo dourado...e o desenhou em suas obras primas. Conectando uma curva através dos retângulos dourados concêntricos, você obtém a mítica espiral dourada. Pitágoras amou esta forma, porque a encontrou na natureza: A concha de nautilus, chifres de carneiro, redemoinhos de água, tornados, nossas impressões digitais, nosso DNA e nossa Via Láctea, inclusive."
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terça-feira, 25 de abril de 2017
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
* O bonde *
Passa o bonde, veloz, como só ele...
Passa o bonde, carregado de gente, como só ele...
O bonde passa penetrando o espaço, subvertendo as leis da física.
Segue o bonde, atemporal, como os milagres de um suposto a caso.
Jogado a possibilidades tão remotas, o bonde passa, assim como o fato de que um mais um são dois.
Passa o rastro de fumaça, e o bonde se perde...
Eu escuto o som dos trilhos lá ao longe, estremece o bonde.
Me vem uma vontade louca de gritar "parem o bonde que eu quero subir!"
Mas o bonde passa
E eu só observo...
O bonde passa penetrando o espaço, subvertendo as leis da física.
Segue o bonde, atemporal, como os milagres de um suposto a caso.
Jogado a possibilidades tão remotas, o bonde passa, assim como o fato de que um mais um são dois.
Passa o rastro de fumaça, e o bonde se perde...
Eu escuto o som dos trilhos lá ao longe, estremece o bonde.
Me vem uma vontade louca de gritar "parem o bonde que eu quero subir!"
Mas o bonde passa
E eu só observo...
19/09/2015
As vezes, depois dessas andanças na vida, a gente se permite olhar pra trás, esmiuçar cada pegada ,que representa os detalhes de nosso trajeto. É quando nos damos conta do que estamos nos tornando e se o caminho a que escolhemos seguir é digno de um sentimento de gratidão por tudo que já foi vivido. Seguimos depois rumo ao norte, nesta jornada tão subjetiva, onde somos também os verdadeiros heróis a encarar cada percalço, a enfrentar a dor frente a frente e suportar o peso do que também pode ser a existência. Tomamos maior consciência de si e do outro, fertilizando o terreno onde o amor encontrará a morada. Isto tudo acaba por desabrochar a possibilidade de uma vida rica em suas mais diversas manifestações, e cada dia passa a se apresentar como um horizonte infinito de possibilidades, onde não se sabe ao certo onde e como se finda, mas é certo que o pequeno barco seguirá neste oceano imensurável .
12/09/2015
12/09/2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
"É que o artista ocupa, diante do mundo, a mesma posição que o amador diante de sua obra. Ele só sente, com efeito, o mundo como uma obra, seja ela o produto da natureza ou o produto do homem. Ele nem mesmo pode escapar das diferentes explicações dessa obra(o mundo) por sistemas cosmogônicos, filosóficos ou religiosos, que traduzem, nas etapas sucessivas da humanidade, momentos de uma consciência e de uma sensibilidade."
Ciclo
Reverenciemos o sol que a cada dia parece surgir lentamente,trazendo consigo seu brilho,seu calor, seu esplendor, como se fosse um espetáculo feito meticulosamente para cada um de nós. Reverenciemos a vida, não porque alguém nos peça, mas simplesmente por perceber que toda esta conjuntura carrega em si tamanha subjetividade, em cada parte, em cada pessoa, em cada universo interior, em cada perspectiva. Todo este delírio, tudo isto que parece não caber nas probabilidades, que subverte a tudo, inclusive a nós, presos a nossos próprios medos enquanto procuramos a estabilidade.
Escutemos cada palavra, deglutamos cada acontecimento.
E no silêncio,na plenitude do pensar, percebamos principalmente que somos aprendizes... Aprendendo com nós mesmos...
E onde estará o sol neste momento?
O sol seguirá...
Vindo então o que há de vir
O que não se pode contabilizar
O que não tem hora marcada
O que não se pode contabilizar
O que não tem hora marcada
O arrebatamento de cada mudança, de tudo o que floresce e transforma verdadeiramente.
Que venha mais um ciclo!
01/11/2014
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